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| EXECUTIVO DE PETRÓLEO PESQUISA ARTESANATO PARA VENDER NA INTERNET |
14/8/2009 |
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O inglês Peter McAtter criou um portal na internet que oferece objetos feitos por artesãos de vários países que podem ser vendidos por preços mais justos do que se tivessem intermediários. O "dreamaid.com" traz um modelo onde McAtter reúne negócios e caridade. O que ele quer ver prosperar na internet são as compras justas através do portal, onde o artesão pede o preço que quiser e se responsabiliza pela entrega do produto. Se uma venda for realizada, 10% do valor fica com o portal.
O artista também é incentivado a doar qualquer quantia que esteja a seu alcance para a Dreamaid Caridade, que promove ações sociais como a compra de computadores e equipamentos de fotografia para jovens sem acesso a esse tipo de tecnologia, que pode ajudá-los a ter uma profissão sustentável e vender seus trabalhos através da internet.
É um negócio diferente porque inverte o costume de se pagar um valor ínfimo para o artista, com o intermediário ficando com a maior parte, afirma o executivo. McAteer conta que descobriu na Indonésia árvores cortadas e compradas por US$ 1 que eram então revendidas na China por US$ 9 mil. Ali, a experiência mostrou que o melhor negócio era comprar um pouco mais caro a árvore e ensinar a população a fabricar móveis.
"Queremos fazer isso no Brasil", explica o britânico, que é engenheiro de perfuração e lida com uma das áreas mais complexas da indústria de petróleo. "É bom para o meio ambiente e ajuda o artesão a melhorar o produto a ser vendido". No Brasil a empresa já tem um projeto em potencial com a petroleira BP dentro e fora do Reino Unido. Trata-se de um projeto para capacitar fotógrafos moradores de favelas. "Responsabilidade social e preços justos são coisas que fazem sentido para empresas que têm ações em bolsa", observa.
O portal DreamAid levou dois anos para ser desenvolvido, com financiamento de outra empresa de McAteer, a Sysmax, uma consultoria especializada em gerenciamento de risco no setor de petróleo e gás criada pelo executivo. "Mas os recursos da minha própria empresa têm limites".
Lançado recentemente, o portal já tem 5 mil produtos oferecidos por artistas da Tailândia, México, China, India, França, Espanha e até do Brasil, que mostra o potencial do negócio. Entre os artistas brasileiros está o pintor Jaime Trindade, com quadros retratando populações indígenas. Mas também são oferecidas tecidos fabricados no Laos e cerâmica tailandesa.
"Esperamos que o negócio cresça, e que mais pessoas possam oferecer produtos para quem quer comprar", afirma McAteer, dizendo que espera um faturamento de US$ 20 milhões em dois ou três anos. Na semana passada o empresário visitou artesãos no Embu das Artes, em São Paulo.
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Fonte: JORNAL VALOR |
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