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| BANCO DO BRASIL ESTÁ PERTO DE FECHAR ACORODO COM A PATAGÔNIA |
10/3/2010 |
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Banco do Brasil (BB) e Banco Patagônia acertam detalhes finais sobre o preço que será pago pelo brasileiro para a compra de parte da instituição argentina.
O negócio, que deve ser anunciado em março, já deveria ter sido fechado há
algumas semanas. A assinatura do contrato, porém, teve de ser adiada porque a
recente desvalorização de ativos do país vizinho reduziu a proposta do BB por pelo
menos metade do Patagônia. Nos últimos dias, a negociação voltou a avançar e o
tema está sendo resolvido diretamente com a família Stuart Milne, que controla a
instituição.
Os problemas que provocaram atraso nas negociações começaram em janeiro,
disse fonte da equipe econômica. Enquanto a diretoria do BB acertava uma
proposta para compra de parte do banco argentino, o valor de mercado dos ativos
daquele país, em especial os títulos da dívida do governo, começou a cair.
A desvalorização foi resultado da briga entre a presidente Cristina Kirchner e então
presidente do BC argentino, Martín Redrado. A presidência queria parte das
reservas internacionais para pagar a dívida da Argentina, mas a autoridade
monetária rejeitou, influenciando nos papéis da dívida argentina que chegaram a
cair mais de 5% em um dia.
Assim, consultoria que assessora o BB no negócio passou a atualizar para baixo o
valor de mercado do Patagônia.
Uma fonte no mercado argentino disse que o Patagônia foi avaliado em cerca de
US$ 1 bilhão, o que levaria o BB a desembolsar US$ 500 milhões só para obter as
ações da família Stuart Milne. |
Fonte: DCI |
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