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O Mundo Hora à Hora


 

Estudos de Viabilidade //  

Os estudos relacionados à localização de "lojas", são basicamente de dois tipos:

- Estudos para implantação de novas lojas
- Estudos para redimensionamento / reconfiguração de lojas existentes

Em geral a metodologia utilizada para a realização desses estudos prevê a realização de três fases distintas:

1. Estudo de geografia de mercado

Essa fase consiste no levantamento de dados primários (in loco) e secundários (através de órgãos e entidades setoriais), abordando os seguintes aspectos:
- Avaliação da localização do ponto em estudo (acessos, visibilidade, atratividade, perfil da vizinhança) e tendências de ocupação da região.
- Definição de área de influência: de acordo com as características do ponto e do tipo de "loja" existente ou que se pretende implantar. Em geral utilizamos como parâmetro o tempo de percurso motorizado, as chamadas isócronas, que para o segmento de supermercados, por exemplo, chegam a 5 ou 10 minutos, correspondendo às áreas de influência Primária e Secundária. Dependendo do caso - tipo e tamanho de loja, características urbanas e da concorrência - pode haver também uma área Terciária, que corresponderia a um tempo de percurso entre 10 e 15 minutos. Em estudos de adequação da rede (lojas já implantadas), a área de influência também pode ser analisada com base em listagem de endereços dos clientes (utilizando o software de geoprocessamento MapInfo).
- Avaliação e dimensionamento da demanda: número de habitantes, domicílios, renda, taxa de crescimento e outros indicadores sócio-demográficos, coletados junto a órgãos como IBGE, Emplasa, Seade e Prefeituras.
- Levantamento e avaliação da concorrência: identificação e mapeamento de "lojas" da região, abordando características quantitativas e qualitativas.

2. Pesquisa junto à população residente na área de influência

Pesquisa quantitativa probabilística junto a uma amostra representativa da população da área de influência, através de entrevistas pessoais com o responsável pelas compras do "produto pretendido".
Nesta pesquisa serão abordados os seguintes aspectos:
- Perfil sócio-econômico dos domicílios:
- classe sócio-econômica
- rendimentos
- tamanho da família
- Hábitos de compra em "tipo de loja":
- conhecimento e preferências por determinadas lojas, onde é feita a maior parte das   compras e onde faz compras complementares

- motivos de escolha:
- qualidade
- variedade
- preço e condições de pagamento
- instalações
- atendimento
- proximidade, facilidade de acesso
- média de gastos mensais por categorias de compras (*), utilizando-se também de dados secundários, como por exemplo o POF - Pesquisa de Orçamentos Familiares, do IBGE
- frequência de compras
- meios de transporte utilizados e tempo de percurso dispendido
(*) dependendo do caso, por exemplo no estudo de hipermercados, também poderão ser incluídas outras categorias de produtos, como eletrodomésticos e eletroportáteis, vestuário e calçados, ferragens e ferramentas, produtos automotivos, etc.
- Dependendo do tipo de estudo (implantação de nova loja ou reconfiguração de loja) serão colhidas opiniões, sugestões e intenções sobre determinadas hipóteses.


3. Análise dos dados, com projeções de faturamento e recomendações

A análise leva em conta o cruzamento dos diversos dados coletados, informações sobre o ponto em estudo, a oferta e a demanda.
Para as previsões de faturamento utilizamos o método denominado MODELO ESTATÍSTICO DE CÁLCULO RESIDUAL E BINOMIAL.
Esse método considera, sob diversos aspectos, as relações da Demanda x Oferta para estimar o faturamento da loja nova ou loja futuramente remodelada.
A demanda de mercado é dimensionada de acordo com o volume médio de gastos em determinadas categorias de produtos (dependendo do tipo de loja em estudo) multiplicado pelo número de domicílios da região.
Em seguida, com base nos resultados de levantamento da oferta existente, principalmente no que se refere ao faturamento desse varejo, são elaboradas estimativas do valor captado por esta oferta na área de influência.
Como resultante entre essa Demanda Potencial menos o Volume Captado pela Oferta atual, temos a DEMANDA RESIDUAL (FLOAT), ou seja, aquele volume que não é atendido diretamente pela oferta existente dentro da área de influência.
Assim sendo, as previsões de faturamento têm como parâmetro a projeção dos domicílios que deverão realizar, em maior ou menor grau, compras na nova loja (ou intensificar as compras, no caso de lojas em vias de remodelação). Este cálculo é baseado no MODELO ESTATÍSTICO DE VARIÁVEL BINOMIAL, ou seja, o percentual de entrevistados que declararem intenção de frequência ao empreendimento, mediante a apresentação de um conceito de loja e de sua localização.
Os resultados de cada estudo normalmente são apresentados em relatório analítico, contendo tabelas e gráficos, acompanhados de mapas ilustrando os principais aspectos mercadológicos abordados.

Fonte: Global Research
Global Research ®
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